As
poucas informações a respeito destes santos provém
de textos apócrifos (escritos naquele tempo, mas não
considerados inspirados por Deus e, por isso, não presentes
na Bíblia). No caso dos avós de Jesus Cristo, eles
são mencionados no Proto-Evangelho de Tiago, escrito no século
II.
Ana era filha de Mathan, um sacerdote que vivia em Belém,
e tinha outras duas irmãs: Sobe, que foi mãe de Santa
Isabel e avó de São João Batista, e Maria,
que foi mãe de Maria Salomé.
Os raros escritos dizem que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se
com Ana, sendo ambos muito jovens. Além do nome de Joaquim,
ao pai da Virgem Santíssima é dado o nome de Cléofas,
de Sadoc e de Eli. Ele era um fazendeiro muito rico, e possuía
um enorme rebanho, mas como não tiveram filhos durante muitos
anos, eram publicamente debochados (na época, não
ter filhos representava uma punição divina, sinônimo
de inutilidade).
Entretanto, passado um longo período de esterilidade, Santa
Ana, aos 40 anos de idade, obteve de Deus a graça do nascimento
de Maria. A fim de cumprir o voto que havia feito, aos três
anos levou a menina ao Templo, deixando-a ao serviço divino.
Neste local Maria foi educada, ficando aí até o tempo
do noivado com São José.
O culto aos pais da Virgem Maria é antigo, sobretudo entre
os gregos. A princípio eram comemorados em datas separadas,
mas depois de muitas mudanças, passaram a ser celebrados
juntos, em 26 de Julho.
A devoção a Santa Ana chegou a ser atacada por Martinho
Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, favoritos dos
pintores da Renascença. Em resposta, a Santa Sé estendeu
a sua festa para toda a Igreja em 1582. Os cultos a São Joaquim
começaram no Oeste, nas colunas e nos arcos em Veneza, por
volta do século VI. Tal devoção estendeu-se
por todo Ocidente e atingiu seu desenvolvimento a partir do século
XVI.
"Pelos frutos conheceis a árvore",
disse Jesus no Evangelho. Nós conhecemos o fruto suavíssimo
vindo da velha planta: A Virgem Imaculada, isenta do pecado de origem
desde o primeiro instante de sua concepção, por privilégio
único, para ser depois o tabernáculo vivo do Deus
feito homem. Pela santidade do fruto, Maria, deduzimos a santidade
dos pais, Ana e Joaquim.
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Senhora
Sant'Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação
do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste
São Joaquim por Esposo. Deste vosso matrimônio, vivido
em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe
de Jesus Cristo. Formando Vós família tão santa,
confiantes nós vos pedimos por esta nossa família.
Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos pais deste
lar, que vivam na santidade do matrimônio e formem seus filhos
segundo o Evangelho; aos filhos desta casa, que cresçam em
sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação
a que Deus os chamou. E a todos nós, Pais e Filhos, alcançai-nos
a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre
pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias
e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós
chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para junto
sermos eternamente felizes, no Cristo, pelo Espírito Santo.
Amém. |